Da pedra fundamental ao patrimônio vivo
Linha do tempo
A história inteira, numa rolagem só. Oito capítulos abrem as eras; entre eles correm os marcos datados, cada um com sua fonte — e os episódios para descer mais fundo sem sair da linha.
Capítulo 1 de 8
1911–1913
Antes da primeira cortina
Antes do edifício, houve uma decisão. Moradores e lideranças de São João da Boa Vista resolveram que a cidade merecia uma casa de espetáculos à altura do seu crescimento — e, em vez de esperar pelo poder público, fundaram uma companhia por ações e compraram, eles mesmos, o direito de sonhar um teatro.
Ler o capítulo completo →- 1911
A ideia ganha força
Moradores e lideranças defendem uma casa de espetáculos compatível com o crescimento da cidade.
- 30 set. 1912
Incentivos municipais
Lei municipal concede favores e garantia de juros para viabilizar a construção.
Para se aprofundar nesta era
Capítulo 2 de 8
1913–1914
Pedra, metal e memória
Em maio de 1913, a pedra fundamental. Nos meses seguintes, o projeto de J. Pucci sobe pelas mãos do construtor espanhol Antônio Lanzac: a fachada eclética, o ferro fundido vindo de longe, as 250 lâmpadas elétricas, os quatro compositores na fachada — um discurso de modernidade financiado pelo café.
Ler o capítulo completo →- 24 fev. 1913
Companhia Teatral Sanjoanense
A sociedade é constituída e elege sua primeira diretoria.
- mai. 1913
Projeto de José Pucci
O projeto de José Pucci, projetista de origem italiana radicado em São Paulo, prevê sala em ferradura, no modelo italiano de galerias superpostas.
- 13 maio 1913
Pedra fundamental
Documentos, jornais, dinheiro e cartões são depositados sob a entrada principal.
- 1914
Grêmio Dramático Amor à Arte
Estreia um novo grêmio dramático, o Amor à Arte, que atuou com frequência no palco ao longo do ano.
Para se aprofundar nesta era
Capítulo 3 de 8
31 de outubro de 1914
Uma noite de gala
Na noite de 31 de outubro de 1914, a casa abre as portas como o maior teatro do interior paulista. A cidade que pagou o Theatro entra nele pela primeira vez — e a data vira fundação: tudo o que o site conta começa ou termina nesta noite.
Ler o capítulo completo →- 31 out. 1914
Primeira noite
O Theatro é inaugurado com banda, discurso e a peça Uma Causa Célebre.
Para se aprofundar nesta era
Capítulo 4 de 8
1914–1936
A cidade inteira encontra um palco
O Theatro nasceu para companhias dramáticas e grandes espetáculos — e logo passou a servir a quase tudo que mobilizava a cidade: operetas, festivais beneficentes, comícios, bailes, formaturas, sociedades culturais no segundo andar. Não era só um palco; era o endereço da vida pública sanjoanense.
Ler o capítulo completo →- 1915
Muitas formas de ocupar a sala
Companhias, cinema, festivais, bares e o primeiro baile de Carnaval integram a programação.
- jan. 1915
Espetáculos em benefício da Matriz
Três peças de artistas locais — “A Gota D’Água”, “A Terra das Maravilhas” e “Capricho Feminino” — em benefício da Igreja Matriz.
- out. 1915
Debêntures para fechar a conta
Mesmo após a inauguração, a Companhia recorre a debêntures — 100 contos de réis, a 6% ao ano, por dez anos — para cobrir o custo da obra, que superou o capital inicial.
- 16 jan. 1916
O Estojo dos Milhões
Exibição do filme “O Estojo dos Milhões”, em benefício da Cruz Vermelha Italiana.
- 25 mar. 1917
Companhia Arruda de Comédia
Com 26 artistas, estreia a Companhia Arruda, trazendo operetas, vaudevilles, revistas e variedades.
- 25 out. 1918
Epidemia de gripe
Com a gripe espanhola, o Theatro é fechado e só reabre em dezembro; a sala chega a sediar reunião de emergência das autoridades.
- 9 dez. 1919
Comício pró-Rui Barbosa
A sala recebe um grande evento político, registrado em fotografia.
- 7 set. 1920
Apresentação do Grupo Escolar Joaquim José
Apresentação musical do Grupo Escolar Joaquim José no palco do Theatro.
- 2 set. 1923
A Pequena Marmita
A Companhia Zaparolli, do maestro Aldo Zaparolli, encena a peça “A Pequena Marmita”.
- jul. 1924
Rádio e guarda no edifício
Na Revolução de 1924, o salão superior, sede da Rádio Cultura desde abril, vira quartel da Guarda Municipal Provisória, criada em 13 de julho.
- c. 1926
Guerra aos Homens
Moças encenam, sem homens no elenco, a comédia Guerra aos Homens, de Afrânio Peixoto; o sucesso provoca a reação do Grupo da Meia Noite.
- out. 1926
Primeiro Dia da Criança do Brasil
O Externato São João organiza, pela primeira vez no país, um espetáculo comemorativo do Dia da Criança, data recém-criada.
- 3 jan. 1927
Festival da Santa Casa
Grandioso festival artístico em benefício da Santa Casa de Misericórdia, pelo Grupo da Meia Noite.
- 23 fev. 1928
Companhia Nacional de Comédias
A companhia apresenta “Greve Geral” e “Ministro do Supremo”, com Cordélia Ferreira e Plácido Ferreira.
- 3 ago. 1929
Rinque de patinação
A sala é adaptada para uma forma de diversão muito diferente do teatro.
- 20 jan. 1930
Sociedade de Cultura Artística
É empossada a primeira diretoria da Sociedade de Cultura Artística, que traria intelectuais e artistas à cidade.
- 9 fev. 1930
O menino pianista Armando Marchesotti
Audição do menino pianista cego Armando Marchesotti.
- 5 mar. 1930
Operetas de Clara Weiss
Apresentação da Companhia Italiana de Operetas Clara Weiss.
- 10 ago. 1930
Villa-Lobos e Souza Lima
A passagem do conjunto de Villa-Lobos, com Souza Lima ao piano. Em 10 de agosto de 1930, a Sociedade de Cultura Artística — no segundo andar do Theatro — promoveu uma hora litero-musical em homenagem ao maestro e à comitiva, segundo a imprensa da época.
- 4 fev. 1931
Bailes de Carnaval com Jazz Band
Bailes de Carnaval animados por jazz band, com três dias de duração.
- set. 1931
Jararaca e a revista A Nota La Hi
O humorista Calazans, o popular Jararaca, estreia a revista “A Nota La Hi” com um grupo de artistas.
- 4 out. 1931
Conferência de Guilherme de Almeida
O poeta modernista Guilherme de Almeida, o “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, faz conferência literária no Theatro.
- 31 mar. 1932
Branca de Neve
A opereta de Padre Nicolau Miranda reúne artistas e músicos da cidade.
- 1933
Homenagem a Romão Gomes
Noite festiva em homenagem ao comandante Romão Gomes, cuja coluna, aquartelada em Águas da Prata, não perdeu nenhuma batalha na Revolução Constitucionalista de 1932.
- 8 set. 1933
Festival Infantil
Festival infantil em homenagem ao Padre Josué Silveira de Mattos.
Para se aprofundar nesta era
Capítulo 5 de 8
1937–1980
Do palco à tela
Por mais de quarenta anos, o Theatro foi o Cine Theatro — a matinê de domingo de gerações inteiras. O footing antes da sessão, o bar do seu Arnaldo, o “galinheiro” mais barato lá no alto. Foi o tempo em que a cidade mais viveu dentro dele; e também o começo do desgaste que quase o levou.
Ler o capítulo completo →- 1937
Predomínio do cinema
Joaquim José de Oliveira Neto compra a maioria das ações da Companhia Teatral Sanjoanense; com poltronas novas e equipamentos Philips, o Theatro passa a funcionar quase só como cinema. Já deteriorado, fecha em 30 de novembro.
- 1944
Cine Avenida amplia a concorrência
A inauguração de outro cinema na cidade aumenta a disputa por público.
- 12 abr. 1945
Nova reabertura
O Theatro reabre, agora como cinema; poucas são as apresentações teatrais.
- 21 set. 1945
Noite da Brasilidade
O espetáculo “Noite de Brasilidade”, em homenagem aos Expedicionários sanjoanenses da Segunda Guerra, organizado pelo maestro Armando Lameira — com Marly Evangelina e outros artistas locais.
- 11 set. 1946
Guiomar Novaes no palco
A pianista apresenta um recital para seus conterrâneos. Com Guiomar Novaes.
- 11 jun. 1947
Festival pela nova Santa Casa
As cortinas se abrem para um festival artístico em benefício do novo prédio da Santa Casa.
- 1951
Sociedade Cultural de Debates
Conferências, literatura, música e debates ocupam o segundo andar.
- 23 jul. 1952
Sonhos de Fada
Espetáculo infantil “Sonhos de Fada”, dirigido por Dona Beloca, com grande número de crianças.
- 10 set. 1952
Procópio Ferreira
O ator apresenta Esta Mulher é Minha e Deus lhe Pague.
- 10 mai. 1953
Os Contos de Hoffmann
A Sociedade Cultural de Debates promove conferência e sessão de “Os Contos de Hoffmann”, com a bailarina Moira Shearer.
- 21 jun. 1954
Festival da Festa de São João
Grandioso festival de teatro, canto e dança em benefício da festa de São João.
- anos 1950
Os recitais do Conservatório Guiomar Novaes
Nos anos 1950 e 1960, o Conservatório Musical Guiomar Novaes, dirigido pela professora Miriam Pipano, apresenta no Theatro — no palco e na sala do segundo andar — recitais de ballet, piano, canto, violino e acordeon, formando gerações de músicos da cidade.
- 30 out. 1957
Transviados e o grupo GAMA
O grupo GAMA, formado naquele ano por ex-integrantes do Teatro-Escola, encena “Transviados”, de Amaral Gurgel — um dos grandes sucessos de 1957.
- 10 jun. 1961
Procópio Ferreira elogia o GAMA
Em visita a São João da Boa Vista, o ator Procópio Ferreira elogia o grupo amador GAMA.
- a partir de 1963
Biblioteca Municipal
Dependências superiores passam a abrigar a biblioteca.
- 9 out. 1963
Vânia Noronha toca O Sole Mio
Aos sete anos, Vânia Noronha toca “O Sole Mio” no palco do Theatro.
- 1958–1963
Rádio Difusora ZYJ-6
A emissora funciona no segundo andar com apresentações ao vivo.
- 20 jul. 1966
Cacilda Becker e Walmor Chagas
Walmor Chagas e Cacilda Becker apresentam a peça “O Homem e a Mulher” no palco sanjoanense.
- fev. 1967
Frisas e camarotes removidos
A reforma amplia o número de cadeiras do cinema e descaracteriza a sala.
- 1968
Roberto Carlos
O cantor se apresenta no Theatro.
- 11 mar. 1970
Cine Ouro Branco acirra a concorrência
A abertura de mais uma sala moderna divide o público com o antigo CineTheatro, já desgastado, acelerando o seu declínio.
Para se aprofundar nesta era
Capítulo 6 de 8
1981–1987
O prédio que a cidade se recusou a perder
Decadente e ameaçado de demolição, o Theatro virou causa. A greve de fome anunciada de Ronaldo Marin, os 1.026 abaixo-assinados, a consulta popular, a compra pelo poder público e o tombamento pelo CONDEPHAAT: a mesma cidade que o construiu por ações o salvou por mobilização.
Ler o capítulo completo →- maio 1977
O fim da Companhia Teatral Sanjoanense
É extinta a Companhia Teatral Sanjoanense, já quase toda nas mãos do Dr. Joaquim José de Oliveira Neto. O cinema segue no prédio até 1982; o fim da sociedade que erguera o Theatro abre o impasse sobre o destino do edifício.
- 26 ago. 1981
Utilidade pública
A Lei nº 219 cria proteção inicial ao imóvel.
- 1982
Dercy Gonçalves e Agnaldo Rayol
Já em decadência como cinema, o palco ainda recebe shows de Dercy Gonçalves e Agnaldo Rayol.
- 1982–1983
Mobilização contra a demolição
Artistas, imprensa e moradores pressionam pela preservação.
- 1983–1984
Abaixo-assinados pela preservação
Quatro abaixo-assinados reúnem 1.026 assinaturas; em abril de 1984, uma consulta popular no foyer recolhe 1.651 questionários em defesa do prédio.
- 1984
Aldeia de Cristal
Teatro e dança ocupam o palco antes do fechamento para as obras.
- 5 jan. 1984
A Prefeitura compra o Theatro
Pressionado pela mobilização, o prefeito Sidney Beraldo compra do Dr. Oliveira Neto a metade da frente do edifício — foyer, plateia e parte do palco. O Theatro passa a ser público; o fundo do palco, os camarins e o terreno dos fundos ficam, por ora, com o antigo proprietário.
- 28 mai. 1985
A compra se completa: palco e fundos
Pela Lei nº 241, a Prefeitura compra a segunda parte do edifício — fundo do palco, camarins e terreno posterior. Sem ela não haveria caixa cênica: só então o Theatro volta a ser um conjunto inteiro, e público.
Para se aprofundar nesta era
Capítulo 7 de 8
1986–2002
Uma restauração longa
Salvar não bastava: era preciso pagar e saber restaurar. Foram quinze anos — a Fundação Oliveira Neto, a Lei Rouanet, a arte ocupando o canteiro de obras, a decapagem revelando as pinturas escondidas — até setembro de 2002, quando o Theatro reabriu na Semana Guiomar Novaes.
Ler o capítulo completo →- 1986
Projetos e início das obras
Equipe multidisciplinar revisa soluções e busca recursos. Em 13 de abril de 1986, na exposição dos projetos no foyer, o governador Franco Montoro e o secretário José Serra visitam o Theatro e prometem recursos para a restauração.
- 19 jan. 1987
Tombamento estadual
O CONDEPHAAT reconhece o valor histórico do Theatro.
- 1989
Verbas federais para o foyer e a fachada
Recursos da SPHAN/Pró-Memória, intermediados pelo prefeito Gastão Michelazzo, são dirigidos à conclusão das áreas frontais — foyer, sala de múltiplo uso e fachada.
- 31 dez. 1992
Inauguração do foyer
A primeira etapa restaurada volta a receber público.
- 1993
Exposições no foyer restaurado
Com o foyer recém-inaugurado, o espaço passa a receber exposições de artes plásticas.
- 30 dez. 1995
Show Relembranças
A apresentação lota o Theatro ainda em obras, com cadeiras emprestadas.
- 1996
Orides Fontela lança Teia
A poeta sanjoanense Orides Fontela autografa seu livro de poemas “Teia” no foyer do Theatro.
- 7 set. 1996
19ª Semana Guiomar Novaes em obras
O festival ocupa o edifício antes da conclusão da sala. Com Guiomar Novaes.
- 6 mar. 1997
Centenário de Fernando Furlanetto
Exposição das obras e fotos do escultor sanjoanense Fernando Furlanetto, no foyer — origem da Semana Furlanetto.
- 19 jan. 1998
Fundação Oliveira Neto
A entidade é criada para captar recursos para o restauro.
- 10 out. 1998
I Bienal de Artes Visuais
Com o edifício ainda em obras, a I Bienal reúne 118 artistas na plateia do Theatro.
- 5 mai. 1999
II Semana Furlanetto
Dedicada à fotografia, reúne nomes como Vik Muniz e Thomaz Farkas, dentro do Theatro em obras.
- 2000
A Sala de Múltiplo Uso
É inaugurada a Sala de Múltiplo Uso, com poltronas e equipamentos multimídia, hoje sede do Cineclube Beloca.
- 24 nov. 2000
Badi Assad no Theatro
Badi Assad e Simone Soul apresentam-se e promovem campanha de doações para a restauração.
Para se aprofundar nesta era
Capítulo 8 de 8
2003 em diante
O Theatro volta a pertencer ao cotidiano
Restaurado, o Theatro voltou a ser o que sempre foi: palco vivo. Semanas Guiomar Novaes, festivais Assad, teatro, cinema de volta à sala em ferradura — e, desde 2015, o documentário Música & Drama guardando as vozes de quem viveu tudo isso.
Ler o capítulo completo →- 28 abr. 2003
Criação da AMITE
Por convênio autorizado em 2003, a associação assume a gestão do equipamento por cerca de dezoito anos.
- 2004
Auto de Natal do EntreCantos
O Grupo EntreCantos apresenta seu Auto de Natal, repetido em 2005 — sinal do palco de novo vivo.
- 2007
Primeiro Monofest
Atores e atrizes da cidade criam o Monofest, festival de monólogos teatrais autorais.
- 17 jul. 2007
Nasce o Cineclube Beloca
Criado para levar ao público filmes fora do circuito comercial, na Sala de Múltiplo Uso.
- 2008
Fundação Oliveira Neto cumpre sua missão
Cumpridos os objetivos de captação para a restauração, a Fundação Oliveira Neto é declarada extinta.
- 5 maio 2009
AMITE de utilidade pública
A associação é declarada de utilidade pública municipal pela Lei nº 2.537.
- 2010
O subsolo é concluído
A reabertura de 2002 não encerrou a obra: o subsolo do Theatro só foi finalizado em 2010, e parte dos equipamentos cenotécnicos foi completada depois.
- 2010
A Virada Cultural Paulista chega ao Theatro
A casa entra no circuito estadual da Virada Cultural Paulista, que passa a ocupar sua programação de 2010 a 2012 — em 2010 são sete eventos num fim de semana só.
- 2011
Projeto 1º Movimento
Formação coletiva em instrumentos de cordas amplia o papel educativo do Theatro.
- 2011
O ano mais cheio
A AMITE contabiliza 152 eventos culturais em doze meses: 25 peças adultas, 7 infantis, 35 eventos musicais, 12 espetáculos de dança e 41 filmes no Cineclube Beloca. É o maior número registrado no levantamento do centenário.
- 2012
Festival Assad
O festival homenageia a família de músicos ligada à cidade.
- 2013
1º Festival Regional de Teatro Amador “Leilah Assumpção”
Iniciativa do Departamento de Cultura da cidade, o festival reúne sobretudo grupos das escolas de ensino médio da região — dezesseis eventos na primeira edição.
- 1º jun. 2013
Som do Sábado e Teatro de Quinta
Nascem dois projetos de incentivo a músicos e grupos amadores locais, com apresentações gratuitas. O Som de Sábado estreia em 1º de junho, às 20h30, com o show “Simplesmente Aconteceu” — os primeiros sábados de cada mês ficam reservados a artistas da cidade, sem custo de aluguel da sala.
- 2014
Centenário
O livro Theatro Municipal, 100 anos reúne acervo, história e memória. O centenário ganhou um selo postal comemorativo e a exposição fotográfica “Um Século de Theatro”. As comemorações se estenderam de outubro de 2013 a janeiro de 2015.
- 19 fev. 2014
A Osesp no palco
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo se apresenta no Theatro, no ano do centenário. O spalla Emmanuele Baldini e o diretor artístico Arthur Nestrovski deixam por escrito, ao diretor de Cultura João Roberto Simões, o espanto com a acústica da sala.
“Há dez anos no Brasil, viajando, tocando e regendo pelo País inteiro, descobri quase atrás de casa uma joia de cidade, com um teatro maravilhoso, bem cuidado e com uma acústica entre as melhores do Brasil.”
Emmanuele Baldini · spalla da Osesp, depois do concerto de 19 de fevereiro de 2014 “Eu achava que a melhor acústica do Brasil era a da Sala São Paulo — e esta é igual.”
Arthur Nestrovski · diretor artístico da Osesp, na mesma noite - out. 2015
Música & Drama
O documentário leva a história do Theatro para a linguagem audiovisual.
- 23 set. 2021
Gestão volta a ser municipal
A Lei nº 4.898 revoga a lei de 2003 que autorizava o convênio com a AMITE, e a gestão do Theatro volta à Prefeitura.
- 17 maio 2023
Em busca de recursos
A Prefeitura vai a São Paulo pedir verba à Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SEC-SP) para reformar o Theatro e a sala Dilo Gianelli.
- out. 2023
As chuvas e as portas laterais
Fortes chuvas expõem a precariedade do prédio: a água invade pelas portas laterais, na rua Antonina Junqueira, e um vídeo do episódio viraliza na cidade.
- ago. 2024
A reforma começa pela fachada
Após cerca de vinte anos sem manutenção, a reforma começa de fora para dentro — pintura das fachadas, do interior, troca de carpetes e cuidados no palco, portas e janelas —, viabilizada por uma emenda estadual de R$ 170 mil.
- 15 out. 2024
Nova revitalização
Em andamento, as obras de revitalização alcançam o palco, o foyer e a pintura externa.
- 12 set. 2025
48ª Semana Guiomar Novaes
O festival anual que homenageia a pianista sanjoanense vai de 12 a 21 de setembro, abre com Renato Teixeira no Theatro e leva mais de 40 atrações gratuitas à cidade. Com Guiomar Novaes.
- 11 set. 2026
49ª Semana Guiomar Novaes
A 49ª edição, de 11 a 20 de setembro, abre com a Orquestra Brasil Jazz Sinfônica no Theatro, com programação gratuita pela cidade. Com Guiomar Novaes.
Para se aprofundar nesta era