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Theatro MunicipalSão João da Boa Vista

Histórias para se aprofundar

Episódios

Cada episódio reconstrói uma passagem da vida do Theatro com calma e fontes à mostra — a sociedade de acionistas que o financiou, o que a cidade de fato via no palco e a mobilização que o salvou da demolição.

Da rua ao caixa (1995–2002)

A cidade financia o restauro →

Salvar o Theatro não bastava: era preciso pagar a obra. A Fundação Oliveira Neto, a Lei Rouanet, o Vestindo a Camisa e a arte no canteiro de obras — como a cidade custeou o próprio restauro.
Ler a frente do Theatro

A fachada que fala →

Uma águia de cimento, ferro fundido de além-mar, 250 lâmpadas elétricas e quatro compositores sem hierarquia: a fachada eclética do Theatro lida como um discurso de modernidade — financiado pelo café.
A mobilização que salvou o Theatro (1981–1987)

A luta contra a demolição →

Ronaldo Marin e a greve de fome, os 1.026 abaixo-assinados, a oposição do cronista JPC, a compra em duas etapas, a consulta popular de 1.651 votos e o tombamento pelo CONDEPHAAT: como a cidade se recusou a perder seu Theatro.
31 de outubro de 1914 e a primeira temporada

A noite de inauguração →

A gala de 31 de outubro de 1914, a ausência do idealizador, a Companhia Santos Silva e Uma Causa Célebre, as turnês e o público que faltou: a estreia do Theatro e sua primeira temporada.
A ópera que a cidade compôs para si (1932)

A opereta Branca de Neve →

Um padre-músico napolitano, uma versão operística da Branca de Neve estreada em 1932, retomada nos anos 1950 e cujas partituras sobrevivem no Museu de Arte Sacra: a história da opereta que São João compôs para si mesma.
O trabalho cultural feminino que sustentou a casa

As mulheres do Theatro →

Dona Beloca, Anésia Mattos, Jaçanã Altair e Miriam Pipano: as professoras e organizadoras que, por décadas, encheram o palco do Theatro Municipal — uma história de trabalho cultural feminino quase sempre apagada.
Um retrato sob camadas de tinta

O medalhão de Carlos Gomes →

Pintado por Ettore Adriano Fabri em 1914, coberto por décadas de tinta e reencontrado graças a uma fotografia de um comício de 1919 — a história do medalhão de Carlos Gomes e de seu restauro, contada por quem o devolveu à luz.
A tela, o domingo e a memória (1937–1982)

O tempo do CineTheatro →

Quatro sessões por dia, Flash Gordon, os bombons do Budri e o bilheteiro Flávio Nogueira: a fase em que o Theatro foi, sobretudo, o cinema do centro — do auge à decadência e ao fechamento.
O prédio como ecossistema cultural

Os outros inquilinos →

Sociedade de Cultura Artística, Teatro-Escola, Sociedade Cultural de Debates, Rádio Difusora, Biblioteca e o Bar Theatro: por décadas, o segundo andar e o térreo do Theatro foram um ecossistema cultural inteiro.
A Companhia Teatral Sanjoanense (1911–1915)

Quem pagou o Theatro →

Leis de garantia de juros, uma sociedade por ações, quase duzentos acionistas, debêntures e dívida: a engenharia financeira — pública e privada — que ergueu o Theatro Municipal em 1914.
O uso real da casa (1914–1925)

Theatro ou politeama? →

Filmes, operetas, bailes, festivais e ringue de patinação: a pesquisa nos jornais mostra que o Theatro Municipal foi, desde o início, um politeama — e que o cinema o manteve vivo, não o rebaixou.