trabalho
Flávio Nogueira
Bilheteiro, porteiro e operador de projeção
No Cine Theatro, Flávio Nogueira era o “faz tudo”: vendia ingressos, fazia as vezes de porteiro e, na falta do encarregado, operava o projetor. Recebia os rolos de filme — trazidos em estojos de metal por um charreteiro, vindos do escritório da Viação Cometa — e os conferia, emendando as fitas para que a sessão corresse sem cortes. Acabava assistindo a tudo antes do público.
Daí nasceu a história mais lembrada: ao receber um faroeste sobre a Guerra Civil americana sem título em português, Flávio — que já vira o final — dispensou o “The Seven Friends” e escreveu o seu próprio letreiro: SÓ UM VOLTOU! Em vez de estragar o filme, criou suspense.
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