

Como foi
O Theatro contou a própria história, e a cidade veio ouvir.
2 de outubro de 2026
Clóvis Vieira abriu a noite com uma provocação: há 112 anos este prédio é um problema para quem não se sensibiliza com a arte. Carmen Lia Romano, pela Academia de Letras, e Hélio Fonseca, pelo Departamento de Cultura e Economia Criativa, deram as boas-vindas. Daí em diante, falou quem estava lá.
Neusa Menezes e Antônio Carlos Lorette começaram pelo começo: a cidade pequena que em 1913 resolveu levantar um teatro grande e a estrutura de ferro que veio numerada da Bélgica. Um trecho de Música & Drama levou a plateia ao tempo do Cine Theatro, e Maria Célia e José Marcondes continuaram dali: as quatro sessões por dia, o Bar Theatro, o prédio à venda e a cidade que escolheu o restauro. Ronaldo Marin leu “Todo Palco é Um Mundo” e contou a história da greve de fome que anunciou para impedir a demolição.
A terceira conversa fechou o arco. Vânia Noronha contou os anos entre o foyer devolvido à cidade, em 1992, e a criação da Fundação Oliveira Neto. José Márcio Carioca, o trabalho da Fundação até a reabertura, em 2002. Fafá Noronha, os dezoito anos em que a AMITE, os Amigos do Theatro, cuidou da casa. E a conversa chegou ao Festival Assad.
Depois a noite mudou de tom. Uma foto subiu no telão, em silêncio: Vânia Noronha aos sete anos, neste mesmo palco, em 9 de outubro de 1963. Ela sentou ao piano e tocou “O Sole Mio” de novo, agora com Julia Paiva ao violino. Helena Gonçalves, da Cia. Artes Insanes, apresentou “Esperando Guiomar”, esquete que ela mesma escreveu, e levou o público a 11 de setembro de 1946, a noite em que Guiomar Novaes tocou aqui. Cláudio Richerme, que foi aluno de Guiomar, tocou o Scherzo nº 2 de Chopin, e Zabella Dragão, que começou no balé em São João, dançou em casa.
A noite terminou com o lançamento do site do Theatro e com o público aplaudindo de pé. Obrigado a quem subiu ao palco, a quem trabalhou atrás dele e a quem veio.
2 de outubro de 2026
A noite em fotos
Fotos: Rafael Vianna · Vídeo: Cauê Veríssimo
A ordem da noite
Como foi a noite
- 01AberturaClóvis Vieira, mestre de cerimônias
Carmen Lia Romano, Academia de Letras de São João da Boa Vista
Hélio Fonseca, Departamento de Cultura e Economia Criativa - 02Primeira conversa: como a cidade ganhou um teatroAntônio Carlos Lorette · Neusa Menezes
- 03Trecho do documentário Música & Drama“Cine Theatro”
- 04Segunda conversa: quando o palco virou telaJosé Marcondes · Maria Célia Marcondes
- 05“Todo Palco é Um Mundo”Ronaldo Marin
- 06Terceira conversa: como o prédio foi salvoJosé Márcio Carioca · Fafá Noronha · Vânia Noronha
- 07“O Sole Mio”Vânia Noronha, piano · Julia Paiva, violino
- 08Esquete “Esperando Guiomar”Helena Gonçalves
- 09Homenagem a Guiomar Novaes — Scherzo nº 2 de ChopinCláudio Richerme, piano · Zabella Dragão, balé
No palco
Quem contou as histórias
Mestre de cerimônias
- Clóvis Vieira
Discursos de abertura
- Carmen Lia Romano
- Hélio Fonseca
Direção e mediação
- Eduardo Menezes
Entrevistados
- Antônio Carlos Lorette
- Neusa Menezes
- José Marcondes
- Maria Célia Marcondes
- José Márcio Carioca
- Vânia Noronha
- Fafá Noronha
Participações especiais
- Ronaldo Marin
- Helena Gonçalves
- Cláudio Richerme
- Julia Paiva
- Zabella Dragão
Curiosidades
Você sabia?
A história continua
Continue no site
- O acervo
- As fotos e os documentos do Theatro, reunidos. Abrir o acervo
- O documentário
- Música & Drama (2015), de Eduardo Menezes, inteiro. Assistir
- A linha do tempo
- De 1913 até hoje, a história da casa em ordem. Ver a linha do tempo
- Fale com a produção
- No WhatsApp: (19) 98301-6060
Mostre a noite para quem não pôde ir.




